
O dia amanhece como um poeta buscando rimas.
Como um escafandrista catando pistas no fundo do mar.
Amanhece um pouco além da cortina
entre a curva da embriaguez
e o comprimido de aspirina.
Como um escafandrista catando pistas no fundo do mar.
Amanhece um pouco além da cortina
entre a curva da embriaguez
e o comprimido de aspirina.
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Nas manhãs ensolaradas dos sábados, Amália chegava à porta e gritava “ó vizinha!”. O céu acinzentava as nuvens e o vento trazia um gosto amargo de maresia. A Lusitânia aportava no mar seco do Estácio, enquanto Virgínia ouvia fados e mergulhava lençóis no anil.
2 comentários:
Ahhh Márcia.. sempre fui apaixonada pelosseus textos e seus livros.. até pensei uma vez em te escrever uma carta.. mas faltou coragem..
que bom agora que vc tem orkut e um blog atuilizadíssimo!!! assim posso te acompanhar mais de pertinho!!!
bom imaginar que teu filho daniel já esta enorme, e é um grande escritor!
beijos enormes! :)
aí como aqui, ainda podemos acordar ao som de "ó vizinha" (pelo menos no meu bairro, ainda que em plena Lisboa), mesmo que após uma noite bem passada na companhia tardia de amigos e bebidas
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