
Eu queria o sapato do Fred Astaire
E o vestido branco da Ginger.
Queria os peitos da Mae West
E os óculos da Greta Garbo.
Queria também a tolice da Marylin
E a idiotia da Doris Day.
Depois
Sairia por aí feito uma tola
E só falaria bobagens.
Esqueceria Proust
E casaria com um bancário.
Iria ao shopping nos sábados
E poliria as unhas quando elas lascassem
Não explicaria nada
E das indagações manteria distância.
Cultuaria zeros
E aboliria os cálculos.
Escreveria versos que rimassem
Tolices como amor e dor.
E das dores
Só conheceria a dos dentes.
E o vestido branco da Ginger.
Queria os peitos da Mae West
E os óculos da Greta Garbo.
Queria também a tolice da Marylin
E a idiotia da Doris Day.
Depois
Sairia por aí feito uma tola
E só falaria bobagens.
Esqueceria Proust
E casaria com um bancário.
Iria ao shopping nos sábados
E poliria as unhas quando elas lascassem
Não explicaria nada
E das indagações manteria distância.
Cultuaria zeros
E aboliria os cálculos.
Escreveria versos que rimassem
Tolices como amor e dor.
E das dores
Só conheceria a dos dentes.
um dia, enquanto raspava as panelas, Vitalina me revelou em segredo:
"Bruxas são mulheres gulosas!"
Nenhum comentário:
Postar um comentário