
Se não fossem mulheres, decerto apareceriam só para parecer. Por exibição ou por umbigo não cortado, girariam as próprias células em torno do si: mesmo, idêntico, imutável.
Mas como eram elas e não eram eles, deram de aparecer em santidade quântica. Por pura aparecência se espalharam por grotas, oceanos, rios, lagos, janelas e charcos. Em silêncio. Sem alarde. Por gosto muito além da língua e do paladar.
E foram mastigadas em comunhão profana por toda ela outra que aparecia. Em princípio eterno, sem Verbo e ponto final, abraçaram o mundo em santíssima reticência.
obs: se você gostou desta minha/nossa SANTÍSSIMA, dê uma olhadinha no meu livro Senhoras do Santíssimo Feminino, publicado pela Editora Rosa dos Tempos (do Grupo Record ), onde muitas outras Santíssimas esperam loucas para aparecer e contar histórias.
8 comentários:
As minhas suas "Senhoras" cá estão; de vez em quando bato mais um papinho com várias delas, até que ficamos em silêncio de snatíssimas reticências...
BJS!
Oi Márcia, primeiro queiro dizer que amo teus trabalhos, leio e releio várias x e sempre acho algo novo, escondido nas entrelinhas.
Ontem eu estava devorando o Caldeirão da Prosperidade, e nunca tinha me ocorrido em te procurar na net, justo eu que passo horas em frente dela. Que bom que achei :) É um prazer imenso!!!!!!
Sucesso pra ti, muitas vibrações positivas.... Ha se um dia vier em Canela RS serra gaúcha, me avisa que eu quero te ver pq moro aqui ;D
e seria um prazer enorme te conhecer pessoalmente!
Lembranças pra Vitalina e Beijo pra ti.
Com carinho Carol
a princípio gostaria apenas de elogiar "sua escrita" e dizer que sou feliz em lê-la! bom ter te achado in blog...td é muito bom de ler por aqui!
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