sábado, 17 de maio de 2008

Ashes

No meu funeral, quero me vestir de cetim.
quero um batom vermelho como sangue
e perfume de jasmim.
No meu funeral, quero estar gostosa
como uma estrela saída da tela.
Quero poetas, pintores, cantores, e atores
mas não quero nenhuma vela.
No meu funeral quero piadas e risadas
quero beijo na boca, vinho, e perversão.
E... por favor, não fechem o caixão.


Virgínia era trágica como os precipícios. Escondia Shakespeare no olhar. E embora devota, era irmã das pragas. Amaldiçoava os injustos, os cruéis e os malvados com a justiça e a bondade das madonas.

7 comentários:

betina moraes disse...

...Márcia...


"Virgínia era trágica como os precipícios. Escondia Shakespeare no olhar. E embora devota, era irmã das pragas. Amaldiçoava os injustos, os cruéis e os malvados com a justiça e a bondade das madonas."

sabe que foi lendo seus livros que aprendi a compreender melhor a natureza que possuo e a não temer a escuridão? pude apagar a luz e continuar andando tranqüila pela sombra e o acaso! eu devo a você tal liberdade.

a literatura é mágica por causa de seu poder de penetração e transformação. alguns autores são necessários como os mapas. na minha lista você é um mapa.

você colabora para as revoluções humanas com sua bela escrita e conhecimento (que transborda sem reservas, generosamente nos informando e nutrindo).

é elogio mesmo, sincero e entusiasmado!

eu destaquei o trecho a respeito de Vírginia por ser maravilhoso!

um beijo de visita e permanência!

Martha Barbosa disse...

Adoreeeiiiiiiiiiiiiii, esta poesia é arte pura.Que achado eu fiz vindo aqui pela primeira vez, agora venho sempre, me deliciar, meu coração fica feliz. Um abraço
marthacorreaonline.blogspot.com

Carlinha disse...

É isso aí! Conheci uma mulher que pedia a mesma coisa para o seu funeral... Alzaimer a levou, e meu pai fez direitinho o que ela queria! minha avó e meu pai... ainda devem estar se divertindo em algum lugar! Quem sabe viver, sabe morrer!

Pietra disse...

Definitivamente, quem sabe viver, sabe morrer... pq eu não imagino nada mais triste do que sofrer na hora da morte... ou de não querer largar o osso.. que osso? Sei lá... sei que um dos meus avôs se foi como um passarinho... já o outro, precisou de um trem pra levá-lo =)

Jay disse...

Olá Márcia. O meu blog mudou, já não é Palavra&Partilha. Estou em "sinfoniano.blogspot.com"... Um beijo de longe, Johnny

Andy disse...

Ola Marcia!Sou sua fã desde que era pequeninha e curtia brincar de bruxinha fadinha. Hoje achei seu blog, numa mensagem que me mandaste para o meu e mail, estou na sua lista de amigos.
Chego lá e vejo o Ecio Melo. Fala de mim pra ele. A Andy. Estou aaqui rindo. Amo ele de paixao.
Estou morando no Caribe em um barco e eu e meu marido estamos dando a volta ao mundo conhecendo lugares espetaculares. tambem temos um blog se vc quiser dar uma olhada. De qualquer forma por aqui sou uma bruxinha solitaria. Deixo um beijao pra vc .
Mil Luas
Andy

Liz Christine disse...

muito bom esse teu texto!

beijos,
Liz

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Foi uma delícia escrevê-lo!