Quem nunca viu uma noite ruiva não conheceu Nigra,
a cadela das estrelas.
Minha Gilda de Buenos Aires em affair.
Quem nunca viu o amor de perto
não conheceu Nigra,
a cadela de Eros.
Minha Psique sem neurose.
Quem nunca voou nas asas de um rouxinol
não conheceu Nigra,
a cadela de Debussy.
Minha engraçada Valentine.
Quem nunca mirou a morte
não conheceu Nigra,
a cadela anjo.
Minha doce e bela estrela
como é difícil te dizer adeus...


2 comentários:
SONETO AO CACHORRO
É o Cão, do Homem, seu melhor amigo,
conforme reza o velho e bom ditado;
quem nunca nesta vida foi amado
dará valor a tudo quanto digo.
O Cão nem mesmo tem aquele umbigo
egoísta pra ser idolatrado,
enquanto o ser humano, do pecado
escravo, do egoísmo herda castigo.
Xingando uma mulher, dizem: “Cadela!”;
ofensa muito rude para ela,
a Cadela, mulher casta do Cão,
um bicho que, sem ter nem mesmo mão,
o asseio preza, nos deixando à míngua
quando se limpa com a própria língua!
Nhandeara, 20 de dezembro de 2008
Marcos Satoru Kawanami
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Lamento muito pela sua Nigra.
Os animais são os seres mais puros que nos rodeiam e eu amo os meus como a um filho. Infelizmente poucas pessoas entendem esse amor e essa devoção que sentimos, muitas vezes me chamam de louca por preferir a companhia deles...
Acredite que sua Nigra é o seu anjo e que ainda a rodeia, pois eu assim creio.
Fique com Deus.
Bjs,
Juliana
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