segunda-feira, 3 de março de 2008

Bolo Não Cresce se Você Não Agradece

Bolo não cresce se você não agradece —, Jaqueline costumava dizer quando me via batendo uma receita de bolo. Acostumada com suas esquisitices, eu fingia não ouvir econtinuava o trabalho. Afinal, os meus bolos cresciam satisfatoriamente e havia tão poucas coisas a agradecer que se eu levasse o conselho a sério, estaria limitada a poucos bolos. Com Jaqueline, eu pensava, não era diferente; sua vida estava mais para um mar de espinhos que de rosas. Conhecera o sofrimento de perto, de tãoperto que o danado tomou-se de amores por ela. Romance sofrido, velado pelas granadas nazistas que pipocavam nos quintais de sua infância, pelas infiltrações no quartinho úmido de sua juventude em Londres, por um casamento “desgostoso”, como ela mesma dizia, e por uma velhice sustentada pelas aulas particulares de francês para alunos que aprendiam tão rápido (ela inventara um misteriosométodo) que em pouco tempo dispensavam as aulas.O engraçado é que com quase nada para agradecer, ela agradecia. E seus bolos cresciam bem mais que os meus. Eram enormes, fofos por dentro e involucrados por uma fina crosta dourada que dissolvia na boca e dourava o coração.Às vezes ela batia palmas no portão pela manhã, trazendo-me uma fatia embrulhada. Um cadeaux dourado, por vezes decorado e recheado. Chegava sempre exatamente no instante em que os obstáculos da vida ou a desilusão do viver enodoavam meu coração de ferrugem. — Você não agradece, mas agradeço por você e o bolo cresce —, ela me dizia indiferente ao meu olhar trotskista. Não, nãoseria eu que agradeceria por tudo aquilo que a vida me roubara, pelas humilhações, pelos bolsos sempre vazios, pelos ultrajes, pela má fé dos outros a interferir no sustento de minha família, e nem pelas noites insones à procura de soluções. Eu acreditava na revolução trotskista e, como Frida Kahlo, vislumbrava um mundo livre de opressões, onde não haveria espaço para a exploração do homem pelo próprio homem e para negociatas corruptas, injustiçassociais e empobrecimento da arte. Jaqueline sorria ao testemunhar meu coração rebelde e ,invariavelmente, dizia: — Coma o bolo porque existem dores que nenhuma revolução trotskista resolve. Sua amiga, Kahlo, soube muito bem disso. O tempo passou, a revolução não aconteceu, o esqueleto de Frida Kahlo virou pó e meus bolos continuaram a crescer satisfatoriamente, enquanto os de Jaqueline, agradecidos pelas dádivas que só ela via, agigantavam-se nas formas.Talvez pelo fracasso da revolução ou pela constatação de que somente a dor é socialista, deixei de perguntar a Jaqueline pelos motivos dos agradecimentos e me conformei com os bolos que eu fazia, sempre menores que os dela. Quando Jaqueline atendeu a solicitação de Deus e me vi só, sem nenhuma concorrência para os meus bolos, acrescentei um item a mais em minha lista de desilusões. Não, não seria eu a agradecer pela minha alma vazia, pelo buraco que sua partida cavara em meu coração, pelo portão mudo de palmas. Não, se Jaqueline pensava que sua falta me faria agradecer, ela que se contentasse com bolos satisfatoriamente crescidos! Algumas semanas se passaram até que pela saudade a dilacerar meu peito ou pela tênue esperança de que o aroma a trouxesse de volta, eu resolvi fazer o bolo que ela mais gostava, o bolo de chocolate com queijo. Logo que comecei a bater a massa, eu me vi inundada por umaavalanche de lembranças que estranhamente adocicavam o meu coração, retirando todo o amargor que nele condensava como um tumor. Já não havia espaço para reclamações, desgostos com Deus, ou para a incômoda sensação de ter sido esquecida por Ele; havia somente o desfile das boas lembranças dos instantes em que eu eJaqueline trocávamos receitas e livros, tomávamos café, alimentávamos sonhos, confidenciávamos segredos, chorávamos pelos projetos não realizados, ríamos dos mesmos projetos alguns anos depois, ouvíamos música, criticávamos desafetos e exaltávamos amigos. Naquele instante em que a colher de pau formava as espirais na massa guardava-se a história de duas mulheres que sonhavam o mundo entre pitadas de sal e colheres de fermento. Agradeci do fundo do meu coração por esses momentos e pela dádiva de ter tido uma verdadeira amiga. O bolo cresceu de maneira espantosa e dentro de mim ouvi outra vez a voz de Jaqueline: — Eu não disse que o bolo cresce quando se agradece!. Desde então tenho reservado aos bolos os meus agradecimentos por tudo o que a vida tem me dado. E quando a desilusão e o amargor querem invadir minha alma, lembro de Che Guevara a dizer: “Há que endurecer, mas sem perder a ternura”. Dentro de mim ecoa o riso franco de Jaqueline, enquanto ela me diz que descobriu na cozinha de Deus que Guevara é um grande cozinheiro!


obs: este texto foi extraído de meu livro "A Cozinha Mágica de Marcia Frazão", editado pela Ediouro. A receita do Bolo de Chocolate está lá.

Coração Materno








Tenho 24 anos e não tenho asas. Talvez não seja um anjo. Talvez eu não possa voar. Mas eu as vejo, como anjos de seda bailando no concreto e no amor, gotejando lágrimas na chuva, um rastro de calor abaixo do sol de verão. Essas mulheres que caminham por aí sem nenhum destino, traçando destinos, feito Moiras de plástico, cruzam os olhares dos vagabundos de botequim, e deixam uma trilha de corações partidos que as segue para onde quer que vão. Caio de joelhos sobre o chão borbulhante e entrego a minha alma em suas mãos, e ela a faz em pedaços. Um sorriso que destrói a noite. Um piscar de olhos que faz poesia nos ventos vadios.

mulheres
mulheres

conjurando amores e perdas
abaixo de um véu de esquinas
que as envolvem
e as adoram
adornando a perfeição
que assombra o verão.
Observei ela passar por mim, buscando uma coragem fugidia que me fizesse pisotear a rua. Eu não sei o seu nome, ou que horas são. Perdi o ônibus. E me perdi dentro de uma aparição. TESÃO. Tento escrever um final, mas não existem finais ao longo do infinito que ela traça pela estrada com o seu esmalte descascado. Assina com batom o seu nome no espelho. Os banheiros públicos lhe dão a vida eterna. E eu vejo um milhão de viciados tombados ao longo das latrinas, escondendo a vergonha dentro de esquecimentos, que jamais esquecem o nome dela. O nome dela. O nome dela. Só o nome dela, nadando no esquecimento. Talvez Laura. Talvez Maria. Talvez Ana. Talvez Demeter. Eu a procuro dentro da minha caderneta de endereços. Ela é um sorriso
e desdém.

Toque-as
Beije-as
brinque com o seu abandono.
brinque com os seus beijos
como o oceano brinca com as ondas.
Elas possuem o mar
e todas as vidas perdidas.

Amores de segundo grau amadurecendo no fundo de porões obscuros, e boletins escolares rabiscados com declarações de amor que atravessam a eternidade sem olhar para trás. Uma fotografia de formatura. Uma deusa-demônio de quinze anos, assolada com o passar do tempo que esvoaça os seus cabelos. O futuro é grisalho, grisalho como o presente. E o presente que ele nunca teve coragem de entregar, ainda espera pelo jantar. E uma dedicatória de uma linha só. Ela povoa as imaginações.


Tenho vinte e quatro anos e amo as garotas. Amo todas as deusas. Amo todos os demônios. Amo os dedos sujos de esmalte desfilando pelos meus cabelos e me fazendo perder o previsível. Elas me dão o telefone e depois vão embora, sumindo dentro do vasto mundo perdido além da próxima esquina. E vejo os semblantes por onde quer que eu passe. Choro nos intervalos das aulas. E elas mudam o penteado.



A morte aos seus pés
sem saber o que dizer.

Os caras perguntam os seus nomes e elas seguem em frente, deixando todo mundo sem resposta, estilhaçando vitrines com as suas tendências de verão. Os poetas as seguem, farejando migalhas de amor esparramadas pelo chão, Shakespeare pelas pegadas. E eu enxergo anjos caminhando no shopping center, dizendo coisas que eu jamais vou sonhar em dizer, proclamando a insanidade que as fazem voar. Elas possuem a arte e possuem a sorte e constroem reinos dentro de sonhos alheios e fazem pesadelos suarem. E molham todos os sonhos.

Imagens molhadas.

Mulheres do cotidiano, sempre sorrindo para a dor, como se não dessem a mínima. Curvas vivas de mármore que fazem sinal para o ônibus e ignoram os olhares, e estendem os anseios para o céu azul que deita sobre elas como um amante de cinema mudo. Um NÃO passeando livre pela tarde. Eu digo sim. E os caras abatidos por seus olhares dizem sim. E eu pergunto o seu nome. E ela me diz para escolher. E eu sorrio. Como um ridículo poeta de fim de comédia. E fico com raiva de mim mesmo e faço em pedaços todas as páginas de merda que escrevi enquanto ela pedia o refrigerante dietético sem olhar para os lados. Anjos que se cobrem em abraços. Não. Elas não são anjos. São mulheres. E qualquer marmanjo acaba se tornando um Shakespeare na varanda das casas das meninas. Enquanto os pais abrem a porta e me mandam pastar em outra vizinhança. Olho para cima, para o segundo andar, e noto que a luz do quarto está acesa. Escuto ela perguntar "quem era?" E o brutamontes dizer "ninguém". Ela põe uma canção de amor para tocar, que nunca termina de escutar.


Qualquer Zé Mané se torna um Shakespeare na varanda da sua casa. Ela sabe disso. E jamais diz adeus.

Porque Deus
é dela.

E todos os deuses que ela coleciona
estão guardados no armário
junto com os bichinhos de pelúcia.

E eu tenho um milhão de perdas dentro de cada conquista. E assim as poesias fazem ninhos abandonados no topo das árvores e das chaminés. E os olhos das meninas passeiam por túneis de almas perfuradas e os sujeitos derrotados sorriem como bobos. E todos eles são sábios nas derrotas. E eles tocam o céu. E eles tomam mais um gole. E eles sorriem para a tarde malévola que os presenteou com mais um minuto sobre a terra. Assoviam para a garota que passa na outra calçada.

Cruzo a esquina, pergunto que horas são, o cara me responde com sobriedade nos lábios. Observo sombras se afastando com a tarde que vai embora e se torna uma face vermelha sobre os telhados. Ela foi embora, eu penso enquanto digo obrigado. Sou um santo, um peregrino dos desertos, buscando pela cura que me fará cego. Ela me acena do outro lado da janela de um ônibus, e beija o vidro com o batom vermelho. Uma miragem do deserto. Ou mais um amor perdido. As coisas no deserto são vivas e coloridas. Preste atenção e você irá ouvir a voz sussurrando palavras proibidas no seu ouvido. As mulheres perambulam pela perfeição como aparições feridas. Elas tiram o sentido da lucidez e fazem da loucura a única razão. Governam a loucura do topo de patamares inconseqüentes. E todos se tornam moribundos com as palavras que ela destila.

Pergunto o seu nome
e o escrevo no meu poema sem nexo
Sharon
a deusa de Hollywood
Sharon
não Stone
Tate.

pois fadas
e mulheres
não morrem
apenas cruzam as esquinas. Como perfeitas deusas do pecado.

Ou poetisas das mentiras, portando beijos ao invés de canetas. Eu conto os anseios e decoro os contornos das suas pernas. E crio imagens para o dia de amanhã.

Musas das canções Heavy Metal. Os caras babam por onde elas passam e a morte encolhe o rabo entre as pernas, elas riem de todos nós. E nós rimos uns dos outros. Estamos perdidos e cegos.

A garota me dá as costas
e sorri
um sorriso falso
que não posso ver
vai embora
abandonando os cotidianos

que não passam de
réplicas da morte
e
da arte.
que são nada mais
do que uma mancha de batom
e um número telefônico
rabiscado
na palma da minha mão.


Obs: este texto é de Daniel Frazão, extraído do site dele, http://www.beatbblearg.hpg.com.br/

Açúcar e Moças



Quem entrasse na cozinha de Vitalina nunca desconfiaria de que na prateleira, dentro do pote de açúcar, morava uma fada. Como quase ninguém acredita em fadas, não foi preciso muito trabalho para ocultar a da cozinha. Vitalina deixava-a solta, livre para sair quando quisesse do pote de açúcar. Chamava-a de Dona Moça. Dona Moça tinha gostos de moça. Gostava de flores no centro da mesa, paninhos de crochê cobrindo as prateleiras, cortinas coloridas na janela e toalhas bordadas em ponto de cruz. Ela e Vitalina eram tão unidas, que, se Vitalina não fosse bruxa e Dona Moça não fosse fada, dir-se-ia que eram uma só. Mas como uma era bruxa e a outra era fada preferiram dar um pontapé na tal unidade e se fizeram múltiplas. Eram tantas, que às vezes não se sabia quem era a bruxa e quem era a fada. Quando Vitalina morreu, Dona Moça se encolheu dentro do pote. O açúcar foi empedrando, as flores do centro da mesa murchando, os paninhos engordurando, a cortina outonando e as toalhas manchando. Em pouco tempo as traças comeram os panos, os cupins devoraram as madeiras e misteriosamente o papagaio (único ser masculino permitido na cozinha) empalhou sem ninguém o ter empalhado. Dona Moça amarrou uma trouxa na ponta da asa, trancou a casa e mudou-se para outro pote. O tempo passou, e um dia desses me contaram a historia de uma mulher que tinha uma fada e uma bruxa dentro de um pote de açúcar.

texto extraído de meu livro O Caldeirão da Prosperidade, publicado pela Editora Planeta
Vitalina costumava dizer que na infância a horta dos sonhos é semeada. "Sementes de primeira safra", ela dizia ao dar um livro de presente para os netos...

A Bruxa Vitalina foi editada pela Cosac & Naify



Silicone Metafísico


Virgínia não ficou velha. O tempo lapidou as suas arestas. Com o passar dos anos foi adquirindo maior transparência e luminosidade. Por vezes, dava a impressão de ter realmente se tornado um dolmen. Em alguns momentos, ela retomava a forma e corria ao espelho. Mas era tarde : os ventos, as areias, as chuvas, o sol e a lua já tinham inscrito a sua passagem...


Eu queria ser eterna
Como a Marylin do ventilador
Queria o perfume e o calor
Da areia nas coxas
E ser musa de algum pintor.
Eu não queria os espelhos
Nem a sabedoria anciã
Queria não ouvir o odioso senhora
Que o padeiro insiste em dizer todo dia.
Aliás, eu nem queria ir à padaria

Café e Baton


O dia amanhece no filtro de papel
Na claridade do óculos dentro da bolsa.
Acorda qual um camelo estrábico
E um querubim paralítico.
O dia amanhece logo depois da veneziana
Um pouco aquém do sujeito que observa
E além daquilo que é percebido.
Acorda como um risco no vazio
Criando espaços que não existem
Ou fingem existir por pura insistência. O dia amanhece num sol maduro
Prestes a ser colhido
Espremido até o caldo.
Um dia Vita saiu de casa bem cedinho. Arrumou -se com esmero, pegou algumas bolachas na cozinha e colocou dentro da sua bolsinha. Conversou com os seus mortos, escutou o jornal matinal, regou as plantas, deixou a louça por lavar, abriu as cortinas da casa, e saiu deixando a porta sem trancar. Desapareceu no espelho da esquina . Escreveu com batom um último verso: "Não me esperem para o jantar".

Death and Law

Virgínia não temia a morte. Tinha coisas mais concretas para temer. Morria de medo do depois do falecimento, do intervalo de tempo entre a decomposição do cadáver e a composição da ganância. Presenciara inúmeros funerais e inventários.Tomou gastura, como ela mesma dizia. De tanto entojo, da noite pro dia virou filósofa. Mas não se ateve ao Ser, ao Nada, ao Todo nem à Angústia alemã.Preferiu dissecar o homem e acompanheira, morte. De nada adiantaram os conselhos para que largasse a filosofia e abraçasse a psicanálise. Virgínia não via diferença entre as duas. Como não frequentara a academia, não temia uma possível execração acadêmica e seguiu os seus estudos sem livros, manuais e a parafernália exigida pelo intelecto. Seguia a sensualidade do olho e a intuição do espírito. Do céu, Bachelard e Merleau Ponty abençoavam uma nova discípula. Virgínia não os conhecia e, talvez por ignorãncia ou pelo fado do desejo de superar o mestre, continuou a jornada sozinha. " Um roto não pode ajudar um esfarrapado", dizia com ares de pura constatação.
Nos momentos em que mais se precisava dos volteios da abstração, Virgínia era empírica! De um empirismo cru e cruel, digno de Freud, um outro mestre que descansava no céu. Mas Virgínia também não o conhecia... Não sei se seduzida pelos sentidos dos olhos, a percepção do espírito e a crueza do inconsciente, Virgínia se especializou numa estranha tríade: o homem, a morte e os bens. De nada valeram os argumentos sobre o rumo antroeconomicista da sua filosofia. Virgínia, por desconhecer antropologia e economia, seguiu a jornada com os olhos da filosofia. Durante anos Virgínia observou o seu tema de estudos. Acompanhou "de perto" o desenrolar de novelas e tragédias humanas. De tanta proximidade, adquiriu uma incômoda sabedoria cínica que se manifestava nas horas de grandes sofrimentos. Se estivesse viva por ocasião do 11 de setembro, em meio a dor e a perplexidade de todos ela certamente diria:" Antes que os defuntos esfriem, o país estará correndo atrás do prejuízo!" . Não sei se a sua filosofia alcançou a realidade da idéia platônica (Virgínia morreu cedo e não teve tempo de revelar todas as suas descobertas ao mundo), mas o Iraque talvez responda e os números crescentes da economia norte americana, confirmem. Antes de morrer desfez-se de todos os bens, desde dinheiro, imóveis e utensílios. Preservou somente duas conchinhas de ouro que usava na ponta dos lóbulos da orelha. Dizem que estava tranquila quando a Morte chegou. Não lutou contra ela e muito menos se preocupou com o destino que tomaria. De tão tranquila que estava,exagerou na emoção e morreu às gargalhadas, dizendo que a morte era um advogado que recitava artigos do código cívil!


Chet

Chet

Home Sweet Home

Home Sweet Home
Que buraco é esse que me faz comer a geladeira?

Livros & Livrarias

Livros & Livrarias
Livrarias são janelas. Livros olham o mundo.Livrarias libertam. Livros revolucionam.

Senhoras do Santíssimo Feminino

Senhoras do Santíssimo Feminino
O poder sagrado Delas.

A Pergunta de Lacan

A Pergunta de Lacan
O mistério do gozo das mulheres

Afrodite & Panelas

Afrodite & Panelas
E no princípio era a GULA...

A Casa

A Casa
O mundo olha pelas nossas janelas...

Um Lance de Dados

Um Lance de Dados
Jamais abolirá o acaso

O Caldeirão

O Caldeirão
Ele não está no final do arco-íris

Armário e Gavetas

Armário e Gavetas
O que será que eles revelam?

Minha Cozinha

Minha Cozinha
Onde tudo começou.

Meus Segredos

Meus Segredos
Laços e refogados culinários

Nossas Luas

Nossas Luas
E são treze...

Seduções & Devaneios

Seduções & Devaneios
Eu o escreveria mil vezes!

Guadalupe, a Santíssima Mestiça

Guadalupe, a Santíssima Mestiça
Como amei descrevê-la!

Amor e Cozinha

Amor e Cozinha
Foi uma delícia escrevê-lo!